DE NOVO (2014)

DE NOVO

(FOR ENGLISH, PLEASE SCROLL DOWN)
Ontem fui atravessada por algo invisível e me reconheci em estado de nada. Plena e vazia. Imóvel. Contaminada de impossibilidades.

Era uma vez em que nada mais era. DE NOVO propõe uma situação cênica construída pela presença da naturalidade de um corpo nu, com suas marcas de história visíveis. A partir da relação que estabelece consigo mesmo e com as pessoas do público, esse corpo experimenta outros de si em ciclos de nascimentos e mortes se confundem e se alimentam, investigando eroticamente o “nada” e o “novo” e maneiras de acessá-los.
 
Concepção e performance: Leticia Nabuco
Colaborações no processo de criação: Juliana França, Raíssa Ralola e Israel Alves
Som: Mariá Portugal (edição) e Bruno dos Santos (captação de áudio)
Fotos: Camila Picolo e Igor Visentin
Vídeo: Leo Nabuco
Assistência de produção: Tiago Gandra
realização: Diversão & Arte Espaço Cultural
Agradecimentos: Igor Visentin, Juliana França e Leo Nabuco
Duração: 35 minutos
Classificação indicativa: 18 anos
facebook: HTTPS://WWW.FACEBOOK.COM/DENOVO.LETICIANABUCO/

leticialeticia

Pesquisa e processo de criação:
Em DE NOVO interessam ciclos de nascimentos e mortes que se confundem e se alimentam, investigando o “novo” e maneiras de acessá-lo. A  simplicidade e complexidade do corpo humano e alguns de seus possíveis erotismos surgidos das sensações de estar consigo e de estar em  relação com o outro.
No desenrolar desses ciclos, o diálogo se dá através de muitas e diferentes maneiras, em camadas sutis que constroem o movimento e, portanto,  nos constroem.
Nesse caminho perguntamos: Como construir e realmente habitar um mundo mais artístico, como pensar em processos de educação  interessantes e abertos, como destruir/reagir frente o gasto e pisado? Como não endurecer e deixar vir o fresco, o broto? Como dar um salto na procura de estéticas e eróticas diferentes das recorrentes, que apontem outros caminhos em alternativa aos seguros e conhecidos?
Em DE NOVO, o espaço desempenha importante papel nessa busca, enquanto ambiente, meio capaz de exercer influência. Cria-se um certo  espaço, que permita que algo aconteça. Cria-se também um certo tempo, diferente do tempo pragmático do cotidiano (que procura no virtual e na aceleração da velocidade vencer o espaço físico e suas distâncias), que favoreça a percepção desse espaço físico, e para que se perceba  quando (o) nada está acontecendo. (O) Nada é insignificante, mas (o) nada existe. (O) Nada permite que coisas frescas, de novo, aconteçam.
Na voz de uma criança, a trilha do trabalho descreve a ficção de um certo “era uma vez”, uma vez em que “não havia mais nada. Nadinha”.
As presenças bem próximas do público interferem e compõem a coreografia gerando movimentos de espelhamento e deglutição alternados a  vazios e pausas. A investigação coreográfica propõe movimentos viscerais, partindo de conceitos oriundos do Sistema Laban/Bartenieff, tais como  a proposta de observar partindo do observado e a experimentação de Shadow Movements e da chamada Forma-Fluxo.
Em uma segunda parte do trabalho o público é convidado a penetrar na obra a partir de um olhar crítico/reflexivo em um exercício de escrita,  criação compartilhada e conversa.
afresh (2013)
yesterday I was crossed by something invisible and saw myself in a state of nothingness. complete and empty. motionless. infected by impossibilities.

ONCE UPON A TIME IN WHICH WAS NOTHING MORE. afresh PROPOSES a COLLECTIVE EXPERIENCE OF the WHITE AS a symbolic/ aesthetic ENTRANCE DOOR TO GET TO THE FINDINGS about IS OR MAY BE fresh.

 

conception and performance: leticia nabuco
sound: MARIÁ PORTUGAL and bruno dos santos
photos: Camila Picolo e Igor Visentin
collaboration in the creative process: juliana frança, raíssa ralola  and Israel alves
this project was financed by CAUSA <AÇÕES ARTÍSTCIAS> 2013 festival and started during the ARTIST-IN-RESIDENCE PROGRAM  2012 OPERATION.
thanks to: Igor Visentin, Juliana França e Leo Nabuco
duration: 35 minutes
age rating: 18 years old